Fãs

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

ESPAÇO PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM DEFICIÊNCIAS E DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM


            Já está funcionando em Santa Cruz do Capibaribe uma instituição filantrópica que atua junto às famílias de jovens com dificuldades de aprendizagem e deficiência. O Espaço Ampliando Saberes foi regularizado no início do ano, mas está em atividade desde o segundo semestre de 2011.
            No Espaço Ampliando Saberes são atendidos crianças e adolescentes, entre 05 e 17 anos, com diferentes dificuldades: autismo, síndrome de Down, transtorno invasivo do cérebro, paralisia cerebral, síndrome Kabuki, retardos mentais leves e moderados, entre outros. Também há o apoio psicológico aos familiares, que se reúnem quinzenalmente para um grupo de autoajuda. As atividades são oferecidas de segunda a sábado.
            A coordenadora executiva do Espaço, Marisa Nunes, junto com demais membros da diretoria, elaborou o projeto para implantação dos serviços que já estão sendo oferecidos, e conseguiu reunir diversos profissionais para concretizar os planejamentos. Atualmente a equipe atuante é formada por psicólogo, fonoaudióloga, professoras da estratégia pedagógica Sons e Gestos que Alfabetizam, professora de dança regional e artes e mestre de capoeira, além da coordenadora pedagógica Mônica Farias, que tem grande experiência com este público.
            Marisa Nunes afirma que o Espaço Ampliando Saberes surgiu a partir do sonho de ter, na sua cidade, uma instituição voltada para os cuidados e para a melhoria da qualidade de vida de sua filha que tem deficiência e das demais famílias em situação semelhante, disponibilizando a cultura regional, educação e atenção à saúde com dignidade, cidadania e inclusão social.

LOCALIZAÇÃO- O Espaço Ampliando Saberes funciona na Rua Amélia Cintra Pontes, 39, São Jorge, Santa Cruz do Capibaribe-PE.
CONTRIBUIÇÃO- Por ser uma associação recém-inaugurada, o EAS ainda não pode pleitear recursos públicos para seu funcionamento. Neste caso, necessita da contribuição da iniciativa privada. Para mais informações sobre como contribuir com o Espaço, entre em contato pelos telefones (81) 97124854 ou (81) 87358652.

Coordenadora do Espaço Ampliando Saberes, Marisa Nunes, com a bandeira da associação, no dia da inauguração.

UM AMIGO ESPECIAL

Como falar de alguém
Com tamanha simpatia
Que transmite alegria
Quando vai ou quando vem?
Acho que desde neném
Ele já era esperto
E com certeza coberto
Por bênçãos de nosso Deus
E por isso que os seus
Sempre o querem por perto.

Ele agita a galera
Fazendo suas palhaçadas
Falas coisas engraçadas
Quando menos se espera
E então a atmosfera
Fica alegre e legal.
Gilson é fenomenal
Um homem de qualidade
Se sair, deixa saudade
Porque é essencial.

Tem um ponto negativo,
Também não é todo perfeito.
Apesar desse seu jeito
Animado e ativo
Merece um bom castigo
Por causa de sua pressão
Porque gosta de pirão
Carne de porco, buchada
E fica com a pança inchada
De tanta esculhambação.

Mas pra cuidar desse fato
Ele tem duas enfermeiras
Que apesar das brincadeiras
Agem de imediato
E com todo o aparato
Orientam esse sujeito
Que apesar de imperfeito
Tem qualidade pra valer
 E agrada até sem querer
Por causa desse seu jeito.

Parabéns, Gilson Lucena!!!

Das enfermeiras que lhe estimam,

Anne Karolynne e Caroline Aragão


Namoro de simpatia

Era uma vez duas amigas
Mariinha e Filomena
Era duas encalhadas
Só de olhar já dava pena
Vou contar sua história
De derrota e de vitória
Fique imaginando a cena.

Mariinha e Filomena
Naquele sertão parado
Decidiram passear
Em um dia ensolarado
Andando na região
No meio da plantação
Viram um livro jogado.

Ele estava empoeirado
Cheio de teia de aranha
Mariinha, assustada
Deu um grito e ficou fanha
Um livro de simpatia
Era ali o que ela via
Menina, que coisa estranha!

Começou-se a façanha
As duas se abaixaram
Pegaram na mesma hora
E o livro elas disputaram
Uma puxava pra cá,
A outra, mais forte, pra lá
Só com a metade ficaram.

Filomena disse: - Menina!
Tu é muito arretada
Pra quê tu rasgasse o livro?
Jumenta véa encalhada!
Mariinha não agüentou
E disse: - Tu que puxou
Sua vaca gorda e inchada.

No meio da empeleitada
Com uma cara de capricho
Filó disse: - Vou pra casa
Jogar isso aqui no lixo.
Mariinha: - Vou pra roça
Botar isso na carroça
E dar de comer aos bicho.

Com o pé cheio de carrapicho
Filó, em casa, chegou.
Pra ninguém desconfiar,
No quarto, ela se trancou
Começou a procurar
Simpatia pra ganhar
Um lindo e grande amor.

Na metade que ficou
Do livro, tão disputado,
Tinha algumas simpatias
Para arrumar namorado
Usando papel e vela
Açúcar, colher, panela
E o nome do amado.

No sítio, do outro lado
Estava a Mariinha
Escondida no celeiro
Lendo o livro que ela tinha
Pra ter o homem que queria
Ia fazer uma simpatia
Pra ela não ficar sozinha.

Naquela cidadezinha
O tempo se passando
Filomena, pela rua,
Vinha feliz passeando
Pois a mão de um belo moço
Bem ali, de carne e osso,
Ela vinha segurando.

Marrinha estava olhando
E disse, toda emburrada:
- Filomena, amiga falsa,
Sua cobra disfarçada
Você fez a simpatia
Está cheia de alegria
E eu, ainda encalhada.

Filomena disse: - Querida
Fiz muito bem o despacho
Simpatia é pra quem sabe
Meu namorado eu não racho
Agora, seu Santo Antônio
Se ajudar, é só em sonho
E de cabeça pra baixo.


Anne Karolynne Santos de Negreiros



observação: Cordel elaborado para III Mostra de Curtas de Campina Grande, que obteu premiação no evento através do Curta Metragem elaborado pelo grupo da aluna do Curso de Audiovisual Fabiana Melo.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A arte do cuidar















A enfermagem é a arte do cuidar
E a enfermeira deve ser paciente
Ao cuidar do enfermo, do doente
Pois este, nela irá confiar.

Ela deve ajudar e orientar
Planejar, registrar e estar presente
Cuidando do usuário carente
Problemas irá identificar.

Deve estimular o auto-cuidado
Verificar cada sinal-vital
Cuidando para nada sair errado

Também promover saúde integral.
A enfermeira trabalha com o cuidado
Enfermagem: Profissão sem igual.


Anne Karolynne Santos de Negreiros

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Enfermeira ou professora de artes?

Estou me preparando para embarcar em minha mais nova "profissão": Professora de Artes.

Irei trabalhar numa instituição que lida com crianças e adolescentes portadores de transtorno mental. A mesma se chama "Espaço Ampliando Saberes" e teve o início das suas atividades na terça-feira, com uma triagem realizada por Ulisses Nascimento, psicólogo da instituição, e pela pedagoga Mônica. Na quarta-feira, houve o acolhimento dos jovens, com apresentação de danças regionais, capoeira, exibição do Hino Nacional e desfile com bandeiras (Brasil, Pernambuco e Santa Cruz do Capibaribe). Além disso, houve dinâmica com os alunos e um gostoso lanche.

Como metodologia de ensino, será utilizada uma estratégia muito interessante, com sons e gestos. Antes de cada oficina, os jovens receberão orientações sobre a estratégia. A professora responsável pelo ensinamento fez o curso "Sons e gestos que alfabetizam", que ocorreu em Santa Cruz do Capibaribe (http://migre.me/5qnoE).

Estou muito animada para iniciar este novo trabalho. Tenho experiência de trabalho na saúde mental com atuação em hospital psiquiátrico, CAPS I (onde trabalhei com a Arteterapia - cordel e dança regional), CAPS III, e já participei de oficinas com crianças portadoras de transtorno mental no Rio de Janeiro, com minha tia. No campo das artes, já ministrei muitas oficinas de literatura de cordel num Ponto de Cultura de Campina Grande e, já me apresentei em festivais de música, além de fazer trabalhos com dramatizações e apreciar todos os tipos de artes. Acho que esta nova experiência será muito positiva para minha vida profissional.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Doação de leite: um ato de dignidade


Quando a mulher amamenta
Tem prazer em oferecer
Leite para seu bebê
E, por isso, se contenta
Em sua mama sustenta
O alimento da criança
E então cheia de esperança
De seu filho ter saúde
Amamenta, não se ilude
Dá o leite e não se cansa.

Mas tem mãe que, infelizmente,
Não consegue amamentar
Mesmo se ela tentar
O leite é insuficiente
O que a deixa contente
É saber que existe alguém
Que divide o que tem
Sem nada em troca querer
Que ajudará seu bebê
Fazendo assim um bem.

A primeira providência
É a outra mãe decidir
Se vai querer dividir
O leite que irá sobrar
Pra isso vai precisar
Ter saúde cem por cento
Não tomar medicamento
Não fumar e nem beber
E então poderá fazer
A doação no momento.

Se o leite está sobrando
Não pode haver desperdício
Não é nenhum sacrifício
Ir o leite retirando
Vai todo ele guardando
Num recipiente estéril
Esse é importante critério
Para o leite arrecadado
E para esse cuidado
Não existe nenhum mistério.

Pode ser no domicílio,
No silêncio de seu quarto,
Com o seu seio bem farto
Os olhos cheios de brilho
Pensando naquele filho
Doente ou necessitado
E aquele leite doado
Para o Banco de Leite
Poderá ser um deleite
Para o bebê contemplado.

Se prematuro nascer
Não vai conseguir sugar
Na UTI vai ficar
E atenção vai requerer
Num copinho vai beber
O leite que é tão bem vindo
E assim vai progredindo
E mais peso vai ganhando
E a mãe se emocionando
Vai alegria sentindo.

Quando o leite é enviado
Passa por todo um processo
Um pouco longo, eu confesso
Porém, com todo o cuidado
Ele é pasteurizado
Até ter liberação
Para que depois, então
Chegue à boca do bebê
Que irá se satisfazer
Com aquela doação.

A mãe que tem gentileza
Compartilha o que é seu
Um pouco do que Deus deu
Ela doa, com certeza
Com toda a sua firmeza
Age com o coração
Porque a amamentação
Além de ter bom sabor
É um ato de amor
Que gera satisfação.

Contribuir não tem preço
O valor é a gratidão
Pois a consideração
O respeito e o apreço
Não escolhem endereço
Rua, casa ou avenida
Uma pessoa querida
Não precisa ser parente
Pois todo mundo é gente
Na grande estrada da vida.