Festa com tema Cangaço e Cordel. Aniversário da Mariana, em Boqueirão/PR
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sábado, 20 de janeiro de 2018
sábado, 13 de janeiro de 2018
Rosendo Sanches: a história da família arretada em cordel
Família conta sua história através da literatura de cordel para confraternização de fim de ano, vejam só que criativo!
Confira algumas estrofes do cordel da família Rosendo Sanches:
É de Silvânia, Goiás,
Uma turma arretada:
Família Rosendo Sanches
Eita, família animada!
O passado e o presente
Vão se misturar, minha gente!
A história vai ser contada.
A mãe, Dona Benedita,
Deixava tudo um primor
Tinha dotes no tear
Tecia até cobertor
Era mulher bem prendada,
A casa era bem cuidada
Tratava os filhos com amor.
De senhor Mané Rosendo
Assim o povo chamava
Manoel Rosendo Sanches
Homem simples, que amava
A família que ele tinha
E que com ele mantinha
Na fazenda onde morava.
Maria José e Carmelina
São as filhas do casal
Tem Maria Madalena
Foram onze no total
Tem Lindomar e João
E Maria Conceição
Família grande, afinal.
Tem Fátima e tem Sirlene
Irilene e Celita
E pra completar os onze
Tem também a Carmelita
Não se pode esquecer não
Dos filhos de criação
Dessa família bendita.
Tem o Benedito Ramos
E o Dorício pra somar
O Geraldo e a Teresa
Jacinta pra completar
Quando se tem união
E amor no coração
Sempre há mais um lugar.
Manoel tocava viola
Plantava milho e feijão
Era rezador de terço
Prezava pela oração
Os mais velhos ajudavam
Dos irmãos eles cuidavam
E também da plantação.
Mas alguns foram pra longe
E a saudade ficou
Conforme o tempo passando
A família aumentou
Hoje já são trinta netos
E vinte e nove bisnetos
Muito se multiplicou.
Mas ter a família em casa
Era uma coisa sagrada
E pra poder reunir
Novamente a fiarada
Manoel juntou tudinho
No réveillon, bem juntinho
Pra romper a madrugada.
Jesus então convocou
Para morar a seu lado
Manoel e Benedita,
Casal por todos amado,
Mas as lições que deixaram
E os valores que passaram
Têm sempre frutificado.
Por isso, os filhos se esforçam
Pra manter a Tradição
Festejando o ano novo
Trazendo a recordação
De momentos tão felizes
Do passado, das raízes
Na confraternização.
E que possam os mais novos
Conhecer, então, a história
De um passado de luta
De amor e de muita glória
O ano se acabará
Mas a história ficará
Para sempre na memória.
Se você quiser oferecer um cordel personalizado contando a sua história em versos de cordel, entre em contato
081 99328-1216
anneartedocuidar@gmail.com
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anneartedocuidar@gmail.com
domingo, 31 de dezembro de 2017
Ano novo com poesia

Vem, 2018... traga os ares de renovo
Vem trazendo alegria e esperança ao povo
Que Deus possa abençoar esse nosso ano novo.
Vai, 2017...ano de tantos pesares
Leva tudo o que foi ruim, deixa a paz reinar nos lares
Deixe só que o amor contagie nossos ares.
Oh, 2018...aquece os corações
Que a energia da virada seja de renovações
Quero, ao invés de tristezas, muitas realizações.
Quero afeto, união, quero solidariedade
Quero enxergar gratidão com a positividade
Quero boas energias reinando em cada cidade.
Mais tolerância e amor...será isso fantasia?
Menos rancor, mais carinho, mais perdão, mais alegria
Mais respeito pelo outro cultivado a cada dia.
Vem, 2018...traz pra nós a esperança
Para o homem, pra mulher, pro idoso, pra criança
Esses são os meus desejos...
Quem espera sempre alcança!
- Anne Karolynne
cordelando389.blogspot.com.br
081 99328-1216
segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
Feliz Natal em cordel 🎄
🌠
Dezembro, mês do Natal
Pense numa boniteza!
É luz pra tudo que é lado
Cantata com vela acesa
O pisca-pisca brilhando
Um mói de enfeite animando
Tudo arrumado demais
E em meio da reluzência
Será que chega uma essência
De um natal feito de paz?
Pense numa boniteza!
É luz pra tudo que é lado
Cantata com vela acesa
O pisca-pisca brilhando
Um mói de enfeite animando
Tudo arrumado demais
E em meio da reluzência
Será que chega uma essência
De um natal feito de paz?
Será que a gente é capaz
De olhar para o nosso irmão
Que está necessitando
De receber atenção
Praticando a caridade
Também a fraternidade
Para um amigo secreto
Presenteando com amor
Com um olhar acolhedor
Muito mais que um objeto.
De olhar para o nosso irmão
Que está necessitando
De receber atenção
Praticando a caridade
Também a fraternidade
Para um amigo secreto
Presenteando com amor
Com um olhar acolhedor
Muito mais que um objeto.
Pois pra o Natal ser completo
Precisa ter sentimento
Tem quer ter calor humano
União sem fingimento
Tem que ter sinceridade
Nutrir laços de amizade
Com carinho e com respeito
Relevando as desavenças
Sabendo que há diferenças
Cada um tem o seu jeito.
Precisa ter sentimento
Tem quer ter calor humano
União sem fingimento
Tem que ter sinceridade
Nutrir laços de amizade
Com carinho e com respeito
Relevando as desavenças
Sabendo que há diferenças
Cada um tem o seu jeito.
É cultivar em seu peito
A gratidão por viver
Ao encerrar mais um ano
Fazendo retroceder
Vendo tudo o que passou
“Como estava e como estou?
E o que posso melhorar?
O que deixar no passado?”
Tirar todo o aprendizado
Pra nossa mente avançar.
A gratidão por viver
Ao encerrar mais um ano
Fazendo retroceder
Vendo tudo o que passou
“Como estava e como estou?
E o que posso melhorar?
O que deixar no passado?”
Tirar todo o aprendizado
Pra nossa mente avançar.
Que o Natal possa expressar
Uma rosa de ternura
Independente da crença
Ou até mesmo da cultura
Que a essência da humildade
Amor e fraternidade
Irradie nuns mil natais
Que nos lares chegue o afeto
Com o ambiente repleto
De carinho, amor e paz.
Uma rosa de ternura
Independente da crença
Ou até mesmo da cultura
Que a essência da humildade
Amor e fraternidade
Irradie nuns mil natais
Que nos lares chegue o afeto
Com o ambiente repleto
De carinho, amor e paz.
- Poetisa Anne Karolynne/PB
cordelando389.blogspot.com.br
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quinta-feira, 26 de outubro de 2017
A MULHER QUE GOSTAVA DE CATINGA
A
MULHER QUE GOSTAVA DE CATINGA
Autora: Anne Karolynne S. Negreiros
Conheci uma
mulher
Que de cheiro
num gostava
Que saia até
de perto
Se alguém se
perfumava
Mas se tivesse
com nhaca
A danada já
cheirava.
dizia ao povo
da casa
Para não se
perfumar
Jogava fora os
perfumes
Num queria nem
sonhar
Se cheirasse
um cangote
Podia até
vomitar.
Sabonete não
existia
Usava sabão de
coco
Hidratante? Nem
pensar
E ainda fazia
pouco
Se o caba
tivesse cheiro
Dizia: você ta
louco?
Detergente, só
o neutro
Pra não ter cheiro
nenhum
Mas de uma
coisa ela gostava:
Catinga mesmo,
mutum
Ficava toda
animada
Se alguém
soltasse um pum.
Ela gostava de
andar
Era mesmo de
busão
Uma vez foi
trabalhar
Na cidade
Boqueirão
Esperou o povo
entrar
Pra ver a
situação.
Ficava observando
De um jeito
muito atento
Qual era o
melhor lugar
Se em pé, ou
no assento
Ficou do lado
de um caba
Com o sovaco
fedorento.
Um sovaco
cabeludo
Chega subia o
fedor
De um moreno
bem alto
Porte de
agricultor
E ela ia ao
delírio
Com aquele
trabalhador.
Se um homem quer
conquistá-la
Tem uma dica
cem por cento:
Fique suado,
peludo
Solte um peido
fedorento
Chegue nela e
lasque um beijo
Com hálito
catinguento.
A arte expressa em cordel
A arte expressa em cordel
Anne Karolynne S. Negreiros
A arte é expressão humana
Das suas próprias sensações
PE única em sua essência
Retratando as emoções
É rica em simplicidade
É vasta a diversidade
Das suas manifestações.
Seja em apresentações
De quem se põe a dançar
Os acordes de uma música
Um poeta a declamar
Um teatro, uma escultura
Em tudo isso há cultura
Impossível mensurar.
A arte pode tocar
Até o lugar mais profundo
Pois ela adentra a alma
De repente, num segundo
Ela é capaz de invadir
Transformar, reconstruir
Cada pessoa em seu mundo.
Com este verso fecundo
Faço meu encerramento
Agradecendo a Deus
Por me dar este talento
De trazer a cada dia
A arte da poesia
Traduzida em sentimento.
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